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“As pessoas de Nova Cruz, todas elas são para mim paradas no tempo, como por trás de um espelho, mais ainda as que se foram, são como um mundo encantado em que vejo acolhimento, paz e boa saudade” Dr Diógenes da Cunha Lima

Apresentação do livro "Rivaldo D´Oliveira"

 

Valério Mesquita

Não precisa afastar a imagem física e pedagógica de Rivaldo D’Oliveira de Macaíba, pelo fato de ser filho de Nova Cruz. Aqueles que Macaíba acolhe sempre está dentro de si mesma. Ele é nascido do saber e feito experiência. Porisso, lidava com todos em diversas atividades: Colégio Agrícola de Jundiaí, Academia Macaibense de Letras, Colégio Professor Paulo Nobre, Colégio Dr. Severiano e nos eventos cívicos. Na política, embora aprendiz, nunca se envolveu, mas foi excelente conciliador no jogo das pressões – no equilíbrio dos contrários.

Longe do chão seco do Agreste, em Macaíba, a sua sensibilidade humana, se revelou como parte indispensável à cidade adotiva, a qual serviu e amou, como lâmina d’alma de sua vocação, sendo fundador de tantos empreendimentos na educação e na cultura.  O professor Rivaldo soube conhecer, preservar e divulgar os valores de um município rico em tradições e cultura literária. As gerações de estudantes que passaram  pelas bancas da Escola Agrícola de Jundiaí e demais instituições podem testemunhar o seu sacerdócio de educador através da múltipla contribuição.

É bom não esquecer que o seu trabalho foi aplaudido pelo Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, dele fazendo parte desde 2012. Com régua e compasso Rivaldo D’Oliveira traçou a sua vida em Macaíba convivendo com todos os segmentos sociais, sempre fraterno e amigo. Viveu o transitório que a existência oferece deixando marcas de afetividade nos seus gestos. Soube melhor, como ninguém, de forma amena mas intensa, nos descompassos da política local, ser o capataz dos silêncios e das longas questões.

Foi um educador idealista e porisso, o seu exemplo ficará, como bom pai de família, compreensivo e despojado de ambições. Caberá a todos nós que privamos da sua amizade, a recordação dos feitos e gestos, reconhecendo que foi, acima de tudo, fraterno e amigo.

Vamos lembrá-lo sempre, na sua biografia, como afável, solidário, artesão da amizade, cultuado por quantos que privaram de sua convivência. Homem fiel a si mesmo, sem afetação ou vaidade.

 

Valério Alfredo Mesquita

Academia Norte-Riograndense de Letras

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