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“As pessoas de Nova Cruz, todas elas são para mim paradas no tempo, como por trás de um espelho, mais ainda as que se foram, são como um mundo encantado em que vejo acolhimento, paz e boa saudade” Dr Diógenes da Cunha Lima

sábado, 11 de outubro de 2025

"Neco Teixeira"

 Casou-se com D. "Quininha". Foi um rábula. fs

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"Neco Teixeira, rábula famoso. Um senhor baixinho, de cabeça branca, corado, de olhos azuis, sempre de chapéu escuro. Fumava um cigarro atrás do outro. Seus dedos chegavam a ficar amarelos de tanto fumar. Todo mundo gostava de "Seu Neco Teixeira.

Minha prima ia comigo a sua casa. Ficava perto da prefeitura. Conversavam muito com Dona Quininha, sua esposa e com Sofia, uma moça que eles criaram. "Seu Neco" ria com as "graças" de Tide. Anos depois, vi-o paralitico, numa cadeira de rodas, sem poder falar. Fora vítima de um derrame cerebral que o prostara pelo resto da vida". (RAMOS, Antenor Laurentino. Memorial da Anta Esfolada: Nova Cruz no espaço e no tempo. Natal: Feedback, 2014. p. 118).

"Neco conheci já velhinho. Gostava de pitar um cigarrinho após o almoço nos bancos da pracinha, lateral à Igreja, vi-o lá algumas vezes. Já aposentado das lides forenses, faleceu deixando viúva Dona Quininha e a secretária Sofia,  que sobreviveu aos dois e ficou na casa vizinha à de seu Fenelon até partir. Hoje não sei o destino do imóvel.

Parece que o casal tinha um filho que morava fora. Não sei de outros parentes, nem dele, nem de dona Quininha". (E. C. M).

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